Passeando pela vida, Helena encontrou árvores que lhe dão mais ouvidos e traz mais paz e silêncio do que se pensou ter um dia. Em respeito, cuida de ouví-las de igual modo. Seu silêncio é ensurdecedor. É natural ser ouvidos e voz. Inteligente mesmo é ser menos voz. Pra ver o mundo todo conectado e sentir-se tão à vontade como é de fato de interesse do Universo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Envelheço na cidade


Uma constante de tédio, sono e desinteresse.
Não fosse o amor na vida, da vida.
Que dá à vida aquarela.
Fez-se mar de chuva no central.
Fossa que transborda.
Saco que enche.
Promessa de luz e lá vou eu.
Estréia na sexta, uma festa no sábado, club ao domingo.
Vai chover de novo, deu na tv.
Maçãs envenenadas! Me dêem por favor.
Que o tédio me massa!
Heineken gelada, tosse afiada.
Prefiro o xarope da vó dela.
Citronela se não não se dorme nenhuma donzela.
Cheiro de coisa alguma. Sabor de não-sabor.
E a metafísica do chocolate é laka.

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Se desprender do que não serve.